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Agosto/2010
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Mauá continua sem pagar os direitos
2
Hora-aula deve ser de 50 minutos
3
Redes sociais virtuais e o trabalho dos professores
4
Defesa constante dos direitos
5
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Novos rumos para a educação brasileira, novos rumos para o ensino privado
7
Charge
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A polêmica dos Direitos Humanos
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  Agosto/2010
 
   
  Redes sociais virtuais e o trabalho dos professores
 
Imagem Sinpro
 

Questionar o pouco uso dos meios digitais na educação foi o objetivo da dissertação de Mestrado da professora Lina Maria Braga Mendes, na Faculdade de Educação da USP: Experiências de fronteira: os meios digitais em sala de aula. No trabalho, Lina expõe as dificuldades do professor, de atualização, disponibilidade de tempo e falta de remuneração: "Por mais que o professor queira levar meios digitais para as salas de aula, ele esbarra no problema do tempo gasto fora do horário escolar. A manutenção de um blog, por exemplo, demanda tempo de pesquisa, produção e criação de atividades, e não há incentivo financeiro ou um horário remunerado para essa prática", explica. Para a pesquisadora, mesmo sendo difícil a utilização dos meios digitais na educação é necessário que os professores fiquem atentos a esses novos recursos e aos benefícios que trazem ao aprendizado dos alunos. "O professor que dá aulas do mesmo jeito que teve aulas quando criança ou adolescente comete o erro grave de esquecer que é de outra geração", alerta.

No estado de São Paulo, a principal reivindicação da campanha salarial dos professores da rede particular neste ano é disciplinar o trabalho docente decorrente de atividades ligadas às novas tecnologias. Desde 1989, os professores paulistas recebem adicional de hora-atividade, a atual convenção coletiva atual daquela categoria prevê 5% para atividades extraclasse.

Ainda assim, a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp) entende que a carga extra de trabalho nos meios digitais a que os professores vêm sendo submetidos nos últimos anos não está sendo remunerada.

A Fepesp afirma que, com a adoção de sistemas eletrônicos de aprendizagem em faculdades e colégios, muitos docentes precisam criar conteúdos exclusivos, publicar aulas e tirar dúvidas on-line. Assim, o tempo exigido extraclasse dobrou nos últimos anos, devido a essas novas ferramentas, importantes no processo de educação, mas que precisam ser disciplinadas e remuneradas de forma justa. Apesar de afirmarem que não é obrigatório o uso das ferramentas, a escola, às vezes, utiliza também esse critério para definir a continuidade do contrato do professor. O que é realidade no centro do país, logo vai ser aqui também. A pauta de reivindicações 2010 que o Sinpro/Caxias apresentou ao Sinepe previa a destinação de pelo menos 20% da carga horária semanal para atividades extraclasse, entre elas, os trabalhos na internet, mas ainda não foi possível acordo sobre a questão.

COMBATENDO A VIOLÊNCIA VIRTUAL

Além das dificuldades relacionadas ao trabalho dos professores, há outros entraves para uso das redes sociais na educação. A violência digital é um deles.

Uma matéria da Revista Educação (outubro/2009) chama o ambiente das redes sociais de "zona cinzenta", porque ali o professor não é figura central e porque pode presenciar informações que não chegam à sala da aula, mas também ser testemunha de condutas questionáveis ou ilícitas. A matéria destaca pesquisa que mostra que a violência virtual cresce na mesma velocidade que o avanço tecnológico. A Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) ouviu 10 mil jovens e mais de um terço admitiu ter sofrido ciberviolência, enquanto17,3% já a praticaram. Entre as práticas condenáveis mais comuns da web estão os xingamentos, invasão de e-mail e identidade falsa. A mesma pesquisa constatou também a dificuldade dos educadores em lidar com a questão. Poucos haviam pensado sobre o assunto para escolher a melhor maneira de orientar os alunos para fazer um uso seguro da internet. A matéria traz ainda o exemplo do Colégio Bandeirantes (SP), que desenvolveu várias ações para trabalhar as redes sociais virtuais com a comunidade escolar, entre elas, cartilha e curso de ética e cidadania digital, palestras e a criação de uma rede social da própria escola.

Para a educadora Priscila Gonsales, coordenadora-executiva do Programa EducaRede no Brasil, é preciso que as instituições de ensino se envolvam com essa nova ordem educacional virtual: "É muito cômodo a escola achar que não tem nada a ver com isso. Ela tem de estar no mundo, não é elemento isolado", diz.

O que os professores de Caxias pensam sobre isso? Confira a pesquisa nas próximas páginas.

 

   
   
   
  PESQUISA
 
REDES SOCIAIS VIRTUAIS

O Sinpro/Caxias realiza pesquisa com os professores sobre temas relacionados com as matérias desenvolvidas no Presença. Nesta edição, o assunto foi a realidade dos professores de Caxias do Sul quanto à participação nas redes sociais virtuais.

A pesquisa foi realizada por meio de telefone, com 100 professores do ensino privado, sendo 25 da Universidade de Caxias do Sul, 60 de instituições de grande porte e 15 de instituições de pequeno porte, entre os associados ao Sinpro/Caxias. As entrevistas foram entre 05 e 09 de abril de 2010.

 

 

- A maioria dos entrevistados afirma que a instituição em que trabalha incentiva a interação das redes sociais com a educação, mas entre os motivos que levam os professores a não utilizar as redes sociais virtuais destacam-se a falta de tempo e a dificuldade de acesso à internet, fatores que poderiam ser resolvidos com incentivo concreto da instituição de ensino.

- Entre os professores que utilizam redes sociais, a maioria dedica a elas pouco tempo diário e participa apenas das mais tradicionais: Portal da instituição, Orkut e Messenger. E se essa mesma pergunta fosse feita aos alunos?

 

 

   
 
Veja o arquivo:
Resultados da Pesquisa
   
   
 
 
 
 
 
 
 
 
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